quinta-feira, janeiro 29, 2009

Frases

FRASES
"O amor só é lindo quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser" Mario Quintana


"Para viver a dois, antes é necessario ser um" Fernando Pessoa

"Quando se ama nao é preciso entender o que se passa lá fora, porque tudo passa a acontecer dentro de nós." Paulo Coelho

"Aja como se fosse impossível fracassar." Dorthea Brande

"Duvides que as estrelas sejam fogo, duvides que o sol se mova, duvides que a verdade seja mentira, mas não duvides jamais de que te amo." Willian Shakespeare

"Siga seu entusiasmo e o Universo abrirá portas onde antes só haviam paredes." Joseph Campbell

"O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá, mais se tem." Antoine De Saint Exupery

"A amizade é um amor que nunca morre" Mário Quintana

"E de te amar assim, muito a amiúde, é que um dia de repente hei de morrer de amar mais do que pude." Vinicius de Morais

"A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido." Marxwell Maltz

"Nunca fique implorando por aquilo que você tem o poder de obter." Miguel de Cervantes

"O grande homem é aquele que não perde o coração de criança." Mêncio

"Se você ama alguém, deixo-o livre; se ele voltar, ele é seu; se não, nunca foi." Richard Bach

"Um único momento de reconciliação vale mais que toda uma vida de amizade." Gabriel García Marquez

"Você perde 100% dos tiros que você nunca dá." Wayne Gretzky

"A medida do amor é amar sem medida." Santo Agostinho

"A ciência poderá ter achado a cura para a maioria dos males, mas não achou ainda remédio para o pior de todos: a apatia dos seres humanos". Helen Keller

"Gosto e preciso de ti, mas quero logo explicar, não gosto porque preciso. Preciso sim, por gostar." Mário Lago

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer". Albert Einstein

"A causa real da maioria de nossos grandes problemas está entre a ignorância e a negligencia". Goethe

"Quando você realmente anseia pelo amor, pode encontrá-lo esperando por você." Oscar Wilde

"O coração delicado sofre menos das feridas que recebe do que das que faz." Santo Agostinho

"Não deveríamos ser ciumentos nem quando houvesse motivo para o ser. Somente quem evita provocar ciúme é digno de o merecer." François de La Rochefoucauld

"Todas as grandes descobertas e invenções foram sonhos no inicio. O que se pressente hoje se realiza amanhã." Hellmuth Unger

"As amizades reatadas requerem maiores cuidados que aquelas que nunca foram rompidas." François de La Rochefoucauld

"Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita." San Kenn

O Primeiro Filho

Artur de Carvalho

O negócio com filho é complicado. Veja bem. Se a gente é severo com os filhos, tipo aqueles pais que colocam os filhos de castigo e tudo o mais, dá uns tapinhas na bunda de vez em quando, os filhos ficam complexados. É o que todo mundo já sabe, quem é que nunca levou uma dura porque deu um tapinha na bunda do filho, e aparece aquela sobrinha que estuda Psicologia na USP e diz que você é uma espécie de homem de Neanderthal? E que bater em criança é uma coisa absolutamente fora de questão, isso só faz crescer a raiva interior das crianças contra qualquer tipo de autoridade, um tapinha na bunda, um beliscão, uma puxada de orelha ou um castigo pode traumatizar uma criança para o resto da vida dela, e que já houve milhares de casos comprovados de adultos que se tornaram tarados sexuais, que se tornaram delinqüentes, um monte dessas coisas horríveis, só porque os pais batiam nelas quando elas eram pequenas.

Então, a gente resolve que não pode dar um tapinha na bunda nem obrigar a criança a comer verdura, isso também então já é um ponto pacífico, a gente nunca pode obrigar a criança a comer verdura, ela tem que comer o que quiser, porque o corpo sente necessidade das coisas, então quando a criança sentir necessidade de verdura, ela vai pedir verdura, não é para obrigar a criança a comer nada. Aliás, não é para obrigar a criança a nada, onde já se viu? veja aí os índios, que criam as crianças soltas e deixam elas fazerem o que querem. Então a gente cria os filhos sem tapinha na bunda, não obriga a comer verdura, não fica bravo quando eles xingam uma pessoa mais velha, e o que acontece? O filho vira um tarado sexual, um delinqüente, e a sobrinha que estuda Psicologia na USP diz que nosso filho ficou assim porque não teve pais que mostrassem as regras sociais, que as crianças precisam e até gostam que a gente demonstre autoridade, que isso dá mais segurança pra elas.

Então, qualquer coisa mesmo que você faça, se você bater ou não bater, se você obrigar os filhos a comer verduras, ou não obrigar, se você ensinar os filhos a respeitarem os mais velhos, ou não ensinar, tanto faz como tanto fez, o que acontece é que todos os nossos filhos vão acabar uns tarados sexuais e uns delinqüentes, essa é que é a verdade, uns tarados e uns delinqüentes que....

— Querido, vai dar tudo certo, não se preocupe.

— Mas ele parece tão pequenininho, eu acho que não estou preparado para...

— Pode pegar no colo, ele não quebra.

— Olha, os olhos são iguaizinhos os seus.

— Ele nem abriu os olhos ainda, querido.

— Bilu, bilu, fala papai, fala, pa-pai...

Fazer 30 anos

Affonso Romano de Sant'Anna


QUATRO pessoas, num mesmo dia, me dizem que vão fazer 30 anos. E me anunciam isto com uma certa gravidade. Nenhuma está dizendo: vou tomar um sorvete na esquina, ou: vou ali comprar um jornal. Na verdade estão proclamando: vou fazer 30 anos e, por favor, prestem atenção, quero cumplicidade, porque estou no limiar de alguma coisa grave.

Antes dos 30 as coisas são diferentes. Claro que há algumas datas significativas, mas fazer 7, 14, 18 ou 21 é ir numa escalada montanha acima, enquanto fazer 30 anos é chegar no primeiro grande patamar de onde se pode mais agudamente descortinar.

Fazer 40, 50 ou 60 é um outro ritual, uma outra crônica, e um dia eu chego lá. Mas fazer 30 anos é mais que um rito de passagem, é um rito de iniciação, um ato realmente inaugural. Talvez haja quem faça 30 anos aos 25, outros aos 45, e alguns, nunca. Sei que tem gente que não fará jamais 30 anos. Não há como obrigá-los. Não sabem o que perdem os que não querem celebrar os 30 anos. Fazer 30 anos é coisa fina, é começar a provar do néctar dos deuses e descobrir que sabor tem a eternidade. O paladar, o tato, o olfato, a visão e todos os sentidos estão começando a tirar prazeres indizíveis das coisas. Fazer 30 anos, bem poderia dizer Clarice Lispector, é cair em área sagrada.

Até os 30, me dizia um amigo, a gente vai emitindo promissórias. A partir daí é hora de começar a pagar. Mas também se poderia dizer: até essa idade fez-se o aprendizado básico. Cumpriu-se o longo ciclo escolar, que parecia interminável, já se foi do primário ao doutorado. A profissão já deve ter sido escolhida. Já se teve a primeira mesa de trabalho, escritório ou negócio. Já se casou a primeira vez, já se teve o primeiro filho. A vida já se inaugurou em fraldas, fotos, festas, viagens, todo tipo de viagens, até das drogas já retornou quem tinha que retornar.

Quando alguém faz 30 anos, não creiam que seja uma coisa fácil. Não é simplesmente, como num jogo de amarelinha, pular da casa dos 29 para a dos 30 saltitantemente. Fazer 30 anos é cair numa epifania. Fazer 30 anos é como ir à Europa pela primeira vez. Fazer 30 anos é como o mineiro vê pela primeira vez o mar.

Um dia eu fiz 30 anos. Estava ali no estrangeiro, estranho em toda a estranheza do ser, à beira-mar, na Califórnia. Era um homem e seus trinta anos. Mais que isto: um homem e seus trinta amos. Um homem e seus trinta corpos, como os anéis de um tronco, cheio de eus e nós, arborizado, arborizando, ao sol e a sós.

Na verdade, fazer 30 anos não é para qualquer um. Fazer 30 anos é, de repente, descobrir-se no tempo. Antes, vive-se no espaço. Viver no espaço é mais fácil e deslizante. É mais corporal e objetivo. Pode-se patinar e esquiar amplamente.

Mas fazer 30 anos é como sair do espaço e penetrar no tempo. E penetrar no tempo é mister de grande responsabilidade. É descobrir outra dimensão além dos dedos da mão. É como se algo mais denso se tivesse criado sob a couraça da casca. Algo, no entanto, mais tênue que uma membrana. Algo como um centro, às vezes móvel, é verdade, mas um centro de dor colorido. Algo mais que uma nebulosa, algo assim pulsante que se entreabrisse em sementes.

Aos 30 já se aprendeu os limites da ilha, já se sabe de onde sopram os tufões e, como o náufrago que se salva, é hora de se autocartografar. Já se sabe que um tempo em nós destila, que no tempo nos deslocamos, que no tempo a gente se dilui e se dilema. Fazer 30 anos é como uma pedra que já não precisa exibir preciosidade, porque já não cabe em preços. É como a ave que canta, não para se denunciar, senão para amanhecer.

Fazer 30 anos é passar da reta à curva. Fazer 30 anos é passar da quantidade à qualidade. Fazer 30 anos é passar do espaço ao tempo. É quando se operam maravilhas como a um cego em Jericó.

Fazer 30 anos é mais do que chegar ao primeiro grande patamar. É mais que poder olhar pra trás. Chegar aos 30 é hora de se abismar. Por isto é necessário ter asas, e sobre o abismo voar.

Alma de Mãe

Não há nada mais contraditório que ser mãe,
Mãe que pensa pelo coração, age pela emoção e vence pelo amor...
Que vive milhões de emoções em um só dia e
a transmite cada uma delas em um único olhar...
Que hospeda no ventre outras almas dá a luz
e depois fica cega diante da beleza dos filhos que gerou...
Que dá asas, ensina a voar mas, não quer ver partir os pássaros
mesmo sabendo que eles não lhe pertencem.
Que ainda tem que ser forte para dar os ombros para que os filhos possam neles chorar...

Sheila Vicci

Eu acredito

por Clarah Averbuck

Eu acredito. Sou uma crédula. “Crédula” foi a melhor maneira de traduzir “believer” que eu achei. Na verdade, queria dizer “acreditadora”, mas não existe e é muito feio. Pois bem, eu sou uma crédula. Eu acredito.

Acredito em felicidade. Em amor à primeira vista. Nos meus amigos. Em perdão e redenção. Acredito em astrologia, acredito em quem olha nos olhos e aperta a mão com firmeza. Acredito nos sinais que a vida manda, nas pessoas que aparecem no nosso caminho, acredito que tudo está ligado a alguma coisa maior. Não necessariamente deus. Mas acredito em alguma coisa que está aí, por todos os lados, respirando em cada gatinho, cada vida nova, cada flor, cada esquina. Simplesmente acredito.

Acredito quando meu marido me aperta e sussura que me ama. Quando minha filha sorri aquelas gengivas sorridentes banguelas e puras dos bebês, os olhos de quem está apenas observando, aprendendo, sem julgamento. Acredito que existe um lugar para mim, assim como existe lugar para todo mundo. Porque existe lugar para todo mundo. É só procurar. Eu acredito.

Acredito nos caminhos certos, em destino, no inevitável, seja ele bom ou ruim. O ruim sempre tem algum lado bom, mesmo que isso só seja descoberto depois de muito tempo. Acredito no tempo. O tempo é nosso amigo, nosso aliado, não o inimigo que traz as rugas e a morte. O tempo é que mostra o que realmente valeu a pena, o tempo nos ensina a esperar, o tempo apaga o efêmero e acaba com a dúvida. O tempo não tem pena de charlatões, o tempo é implacável e não pára nem por um segundo.

Acredito quando meu gato ronrona nas minhas pernas, acredito quando vejo meus pais casados há 25 anos, desde os 19. Acredito na arte, acredito na força criadora que move certas pessoas que nasceram para mover o mundo, para fazer diferença.

Acredito nos livros que leio, nos autores que deram a vida e o sangue por suas obras. Acredito nas músicas que escuto, acredito no blues sofrido, acredito no rock desesperado. Acredito no sofrimento e na dor, em sangue e vísceras, porque é daí que vêm as melhores coisas. Sem sangue nada faz sentido, sem sangue vira plástico. Eu acredito em sangue.

Acredito que tudo pode melhorar. Que nada é tão ruim que não possa piorar. Acredito em gozar junto, em romantismo, em cumplicidade, em risadas e lágrimas. Acredito que acreditar me mantém viva. Acredito que quem não acredita, não sabe viver direito. Viver sem acreditar é como morrer acordado. Acredite. Não, não li nada disso em algum livro barato de auto-ajuda. Isso tudo foi a vida que me contou. E eu acredito na vida.

sábado, junho 09, 2007

Procure Viver

Charles Chaplin

Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio
marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo
ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para
administrar minhas finanças,
evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde
ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais
por não terem me dado tudo
o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar
com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje
para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando
para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu,
o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.
Sorria.
Mas não se esconda atrás deste sorriso.
Mostre aquilo que você é. Sem medo.
Existem pessoas que sonham.
Viva. Tente.
Felicidade é o resultado dessa tentativa.
Ame acima de tudo.
Ame a tudo e a todos.
Deles depende a felicidade completa.
Procure o que há de bom em tudo e em todos.
Não faça dos defeitos uma distância e,
sim uma aproximação.
Aceite. A vida, as pessoas.
Faça delas a sua razão de viver.
Entenda os que pensam diferentemente de você.
Não os reprove.
Olhe à sua volta, quantos amigos...
você já tornou alguém feliz?
Ou fez alguém sofrer com o seu egoísmo?
Não corra... Para que tanta pressa?
Corra apenas para dentro de você.
Sonhe,
mas não transforme esse sonho em fuga.
Acredite! Espere!
Sempre deve haver uma esperança.
Sempre brilhará uma estrela.
Chore! Lute!
Faça aquilo que você gosta.
Sinta o que há dentro de você.
Ouça...
Escute o que as pessoas têm a lhe dizer.
É importante.
Faça dos obstáculos
degraus para aquilo
que você acha supremo...
Mas não esqueça daqueles que não conseguiram
subir a escada da vida.
Descubra aquilo de bom dentro de você.
Procure acima de tudo ser gente.
Eu também vou tentar.
Sou feliz...
Porque você existe!

A Parte Mais Importante do Corpo

Quando eu era muito jovem,
minha mãe me perguntou qual era a parte mais importante do corpo.
Eu achava que o som era muito importante para nós,
seres humanos, então eu disse:
- Minhas orelhas, mãe.
- Não, disse ela.
Muitas pessoas são surdas...
Mas continue pensando sobre este assunto.
Em outra oportunidade eu volto a lhe perguntar.
Algum tempo se passou até que minha mãe perguntou outra vez.
Eu havia pensado bastante e imaginava ter encontrado a resposta correta.
Assim, desta vez eu lhe disse:
- Mãe, a visão é muito importante para todos,
então devem ser nossos olhos.
Ela me olhou e disse:
- Você está aprendendo rápido, mas a resposta ainda não está correta,
porque há muitas pessoas que são cegas...
Eu havia errado outra vez!
Continuei minha busca por conhecimento ao longo do tempo.
Minha mãe voltou ao assunto várias vezes,
mas a cada resposta minha, ela retrucava:
- Não... Mas você está ficando mais esperta a cada ano.
Então, um dia, meu avô morreu.
Todos estavam tristes. Todos choravam.
Até mesmo meu pai, que eu nunca havia visto chorar.
Minha mãe olhou para mim quando fui dar o meu adeus ao vovô,
e me perguntou:
- Você já sabe qual a parte do corpo mais importante?
Fiquei um tanto chocada por ela me fazer
a pergunta justamente naquele momento.
Sempre achei que era apenas um jogo entre nos duas.
- Hoje é o dia em que você necessita aprender esta importante lição,
disse ela.
Ela me olhou de um jeito que só uma mãe pode fazer e falou:
- Minha querida, a parte do corpo mais importante são seus ombros.
Intrigada, perguntei: - Porque eles sustentam minha cabeça?
- Não, respondeu ela, é porque podem apoiar a cabeça de um amigo
ou de alguém amado quando eles choram.
Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento de sua vida.
Naquela ocasião eu descobri qual a parte do corpo mais importante.
Descobri, também, a importância de ser "simpático" à dor dos outros.
Porque, naquela hora, quem precisou de um ombro fui eu.
Porque, naquela hora, quem precisou de um ombro fui eu.
- Espero que você tenha bastante amor e amigos,
e que seus ombros estejam sempre à disposição quando alguém precisar
- disse minha mãe.
Sempre que recordo este fato, lembro da seguinte citação:
"As pessoas esquecerão do que você disse...
esquecerão do que você fez...
mas as pessoas nunca esquecerão do que você as fez sentir."
"Os bons amigos são como estrelas...
você nem sempre as vê, mas sabe que sempre estão lá."
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