Amores Impossíveis
Estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?
Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos,
fortes, morenos, sensuais, possíveis e aquele baixinho, meio esquisito, que
não sai da sua cabeça.
Impressionante como a gente sofre por nada. Um cheiro que mexe com você, um
jeito de olhar contido, uma idéia inteligente, várias na verdade. Não, não
é nada disso, a gente sofre é pela impossibilidade.
Desde que o mundo é mundo não há nada mais afrodisíaco do que a proibição.
E se a Julieta tivesse visto o Romeu acordar com mau hálito? E se o Romeu
descobrisse o chulé da Julieta? Convivência é foda.
Pois é, aquele baixinho esquisito não pertence ao grupo dos amores
possíveis, a graça dele pode durar uma eternidade, dependendo do seu grau
de estupidez criativa.
Ele não quer nada com você, já tem alguém, pertence a um caminho que passa
longe do seu, sabe cumé? Pertence ao campo dos idealizados, sonhados e
distantes, o que faz dele enorme, lá no pedestal.
E nada melhor do que as lacunas da improbabilidade para esquentar uma
paixão. Nessas lacunas você tem espaço para criar a história como quiser,
ganha poder, inventa. Ele é seu, seu personagem.
Nesses espaços livres você coloca todos os seus sonhos, toda a sua
imaginação. Cenas completas com fundo musical e palavras certas, finais e
desfechos inesperados.
Quando você menos espera, ele faz mais parte da sua vida do que você mesma.
Mas a realidade aparece mais cedo mais tarde, vem como uma angústia. Parece
vontade de fazer xixi, mas é tesão reprimido. Tesão reprimido deve dar
câncer. Era só um cara interessante, agora pode te matar.
Pronto, você está apaixonada. E a paixão tem suas etapas.
Primeiro a negação: eu apaixonada? Imagina. Ele é impossível, nunca vai me
dar bola, muito menos duas com o que eu quero no meio.
Depois a maximização: ele é mais inteligente, mais bonito, mais engraçado.
E todos os mais possíveis para que ele seja mais desafio para você, mais
inveja para as suas amigas, se você aparecer com ele na festa, mais
fadinhas dançantes para fazer cosquinha no seu ego problemático.
Daí é a vez da "superlativização": em vez de ser mais, ele é "o mais", o
mais fodido, o mais inteligente e o mais gostoso.
E você está a um passo do endeusamento: "ele é único", aí fodeu.
Se ele é único, ele é a sua única chance de ser feliz. E, se ele não quer
nada com você, você acaba de perder a sua única chance de ser feliz.
Bem-vinda à depressão.
Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes.
Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades
possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo
fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente.
Vá viver um grande amor.
Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável
e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e
pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?
Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos,
fortes, morenos, sensuais, possíveis e aquele baixinho, meio esquisito, que
não sai da sua cabeça.
Impressionante como a gente sofre por nada. Um cheiro que mexe com você, um
jeito de olhar contido, uma idéia inteligente, várias na verdade. Não, não
é nada disso, a gente sofre é pela impossibilidade.
Desde que o mundo é mundo não há nada mais afrodisíaco do que a proibição.
E se a Julieta tivesse visto o Romeu acordar com mau hálito? E se o Romeu
descobrisse o chulé da Julieta? Convivência é foda.
Pois é, aquele baixinho esquisito não pertence ao grupo dos amores
possíveis, a graça dele pode durar uma eternidade, dependendo do seu grau
de estupidez criativa.
Ele não quer nada com você, já tem alguém, pertence a um caminho que passa
longe do seu, sabe cumé? Pertence ao campo dos idealizados, sonhados e
distantes, o que faz dele enorme, lá no pedestal.
E nada melhor do que as lacunas da improbabilidade para esquentar uma
paixão. Nessas lacunas você tem espaço para criar a história como quiser,
ganha poder, inventa. Ele é seu, seu personagem.
Nesses espaços livres você coloca todos os seus sonhos, toda a sua
imaginação. Cenas completas com fundo musical e palavras certas, finais e
desfechos inesperados.
Quando você menos espera, ele faz mais parte da sua vida do que você mesma.
Mas a realidade aparece mais cedo mais tarde, vem como uma angústia. Parece
vontade de fazer xixi, mas é tesão reprimido. Tesão reprimido deve dar
câncer. Era só um cara interessante, agora pode te matar.
Pronto, você está apaixonada. E a paixão tem suas etapas.
Primeiro a negação: eu apaixonada? Imagina. Ele é impossível, nunca vai me
dar bola, muito menos duas com o que eu quero no meio.
Depois a maximização: ele é mais inteligente, mais bonito, mais engraçado.
E todos os mais possíveis para que ele seja mais desafio para você, mais
inveja para as suas amigas, se você aparecer com ele na festa, mais
fadinhas dançantes para fazer cosquinha no seu ego problemático.
Daí é a vez da "superlativização": em vez de ser mais, ele é "o mais", o
mais fodido, o mais inteligente e o mais gostoso.
E você está a um passo do endeusamento: "ele é único", aí fodeu.
Se ele é único, ele é a sua única chance de ser feliz. E, se ele não quer
nada com você, você acaba de perder a sua única chance de ser feliz.
Bem-vinda à depressão.
Como você é ridícula, amor platônico é para adolescentes.
Lá fora há milhares de possibilidades de felicidade, de felicidades
possíveis. De realidade. E você eternamente trancada na porta que o mundo
fechou na sua cara. Fazendo questão de questionar e atentar o inexistente.
Vá viver um grande amor.
Olha, faça um favor para mim, antes de tremer as pernas pelo inconquistável
e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e
pergunte: estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?
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